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sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

Morando na tristeza descobri a solidão da minha alma | Escritos


Leia ouvindo: Explodir - Anavitoria

Começar o ano lendo as palavras de Rupi me faz lembrar do privilégio que é estar viva. Nos últimos meses de 2020, descobri ter depressão, foi uma coisa doida e muito doída, especialmente ouvir isso depois de tantos meses complicados em muitos sentidos. Enxergar o arco-íris depois chuva nunca pareceu tão distante, escrevi muito e boa parte dessas coisas é tão triste que nem queria colocar ‘online’, é íntimo demais. Esse site nasceu com o intuito de compartilhar textos e as leituras que fazia ao longo da minha trajetória como blogueira literária e se tornou um portal bem influente, grande e conseguimos participar e mediar eventos, parceiras e conquistar muita coisa.


Arrisco dizer que manter o Escritos & Livros foi que me manteve viva e sã nos últimos anos. Em todas as fases que me mantive distante do blog e meus projetos me afundei em tristeza, uma tristeza que nem cabe nas palavras escritas por mim, mas que dançaram com as de Sylvia Plath que mesmo sem nunca ter me conhecido me alertou na leitura de A Redoma de vidro até onde minha mente pode chegar. É um grande paradoxo dizer que os livros me salvam desde criança e continuam trilhando os caminhos que quero para mim, mas como disse Maya Angelou no seu livro Carta a minha filha"Acredito que carregamos as sombras, os sonhos, os medos e monstros da casa debaixo da pele, nos cantos externos dos olhos e talvez na cartilagem do lóbulo da orelha".


A tristeza pode até ter e levado a lugares sombrios, mas escuridão também pode ser um lar quando se tem luz dentro de si. Felizmente sou muito bem protegida e nunca ando sozinha espiritualmente, tenho certeza que para além desse plano tenho muito aconchego espiritual e foi que me tirou da cama nos últimos dias do ano. E me deu força para começar 2021 em meio a sorrisos com quem eu amo do lado, sem mais amores que não cabem e que são dores disfarçadas, sem projeções e carregando pesos dos outros. Quem saiu da minha vida em 2020, obrigada de verdade, me sinto mais leve e com certeza estão todos melhores sem mim. Sempre acreditei que a toxidade também pode partir de mim, afinal não sou um alecrim dourado que nunca errou. Sou feita dos meus erros, acertos e das pessoas que amei. Tomando consciência disso, corrigi alguns comportamentos ao longo dos anos, porém nunca me excluindo da possibilidade de cometer eles de novo e sempre aberta a pedir desculpas.


Morando na tristeza descobri a solidão da minha alma, dancei na chuva com ela e descobri que ainda posso me tirar para dançar. Escrever esses novos capítulos de um ano que não me prometeu nada, mas que me deixou feliz em meio ao caos. 


Um abraço leitor, feliz ano novo.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

Morando na tristeza descobri a solidão da minha alma | Escritos

domingo, 19 de julho de 2020

Estrangeira de si mesma | Escritos

Imagem: Google / Reprodução

Leia ouvindo: Billy Joel - Vienna

Quando parti para morar em outro estado pensei que tinha me livrado de antigos sentimentos, pequenas memórias afetivas tão dolorosas quanto escrever esse texto e reviver todas elas. Lembrar o que um sono desregulado embalado de ansiedade pode me causar. É muito doido, porque se isso fosse há três anos, nunca escreveria esse texto em algum lugar público e se escrevesse em menos de uma semana tiraria do ar. Ter que lidar com os pequenos fantasmas do meu passado e ser estrangeira de (si) mesma, se tornou recorrente para a mulher que tem feito sua vida caber numa mala.

Tinha esquecido qual era a sensação de ter uma crise seguida da outra e de ficar entorpecida pelo sentimento de que não conheço os meus próprios sentimentos, que minhas palavras podem ser a armadilha para o que sinto. Nem sempre a literatura ou a escrita ali a espreita no meu diário azul podem me segurar nesse plano.

Algumas coisas por mais dolorosas do que possam ser ditas, cresceram comigo e estão aqui, se curando depois de muitos anos pela leitura de um livro chamado As coisas que você só vê quando desacelera.
"Quando estiver pronto, reúna coragem e tome uma decisão. Embora seu coração não vá dar ouvidos a sua mente, decida perdoar e se livrar das amarras emocionais." pag.104, edição pocket. 
Ainda está bem dolorido as feridas que causei a mim mesma e uma hora ou outras elas voltam à tona, sem que eu sequer lembre que elas existiram. Acredito que encontrar aqueles diários antigos, textos mal-acabados em folhas de rascunho de cursinho e apostilas que se quer toquei, mas escrevi em cima de todas elas o que uma garotinha assustada de dezessete anos sentia, mudaram muita coisa por aqui. 

A minha versão de vinte e dois anos recém completos, já passou por outras situações mais pesadas, complexas e que nem longe a quebraram tanto quanto estranhamento daquele elo de jovem escritora (continuo jovem, mas sinto uma velha escrevendo isso, um dos meus velhos complexos) que odiava ter que assistir aquelas aulas de matemática, ter aulas de domingo à domingo, sem um dia de paz para escrever e não ser mais estrangeira de si mesma.

O que me lembra o longa e o diretor que entrevistei para uma cadeira da Universidade, aquele filme veio num momento crucial. Numa cidade diferente com gente que honestamente me ensinou a como não tratar as pessoas e como não deixar que invadam seu espaço. Essa ferida cicatrizou, mas a lição ficou e que bom sabe. Estrangeiro, longa de Edson Lemos, me mostrou a lição que minha antiga psicóloga dizia sobre eu me comportar como uma mulher de 30 anos e não uma jovem de 19 anos, ainda existia. Toda vez que pontuo essa questão o mundo parece outro lugar ainda mais vulnerável, fui forçada a amadurecer tão cedo que quando me pego pensando em todas as crises pessoais, existenciais, ansiosas e pessoas se aproveitando da minha boa vontade, sentimentos de solidariedade e depois jogando eles contra mim de novo porque decidi  algo que não as agradasse.

É uma grande lição de si mesma, entender suas próprias contradições, seu passado e se abraçar com afeto. 

Ainda não aprendi como fazer isso direito, mas esse processo é bem doído, principalmente entender que ainda tenho resquícios de uma versão de mim que nem sempre foi a melhor possível, porém que sempre esteve disposta a aprender, mudar e buscar o melhor caminho para si mesma, só não tinha gente do lado que soubesse respeitar os seus processos, mas que bom que agora tem.

domingo, 19 de julho de 2020

Estrangeira de si mesma | Escritos

domingo, 10 de maio de 2020

10 de maio de 2020 | Escritos


imagem: capa do jornal O Globo

Eu não aguento mais assistir a morte online.

Viver na geração Z me corta ao meio todo dia.

Uma crise sanitária que atravessa o Brasil ou uma pandemia que assiste a crescer virtualmente quebra cada pedacinho de mim. Raiva, indignação, um poder sem poder e decisões sendo tomadas às coxas. Hoje, é domingo, dia das mães, fui obrigada a tomar decisões que não queriam… como ficar longe dos meus pais pelo meu próprio bem-estar ou capitalização ou capitalização ou dois a não ter o privilégio de #ficaremcasa. Como estatísticas estão começando a virar um cantor, escritor, um vizinho ou um pedido de um amigo.

Nesse dia 10 de maio em específico, um escritor que, apesar de não estar tão imerso na sua obra, conheça sua produção Sérgio Sant'Anna venceu o prêmio Jabuti quatro vezes. Um dos melhores jogadores brasileiros teve uma parada cardíaca hoje e morreu devido ao Covid-19. Mas tem o João também, a Ana que ninguém conhece. Um grande amigo, ou pai de uma amiga que nem teve tempo de cuidar, pois morreu antes do diagnóstico. 

Gente vendo gente morrer, mas ainda assim como assistir a gente batendo continuamente para o presidente, onde vamos parar com tanta gente assistindo morte e sem saber se quando vai pro trabalho está flertando com sorte - ou seriamente com morte?

Ainda bem que existe uma literatura e uma música para segurar essa gente nessa vida indo para outros planos, mas que adianta assistir malhação 2014 não é como o pão e o circo e não é outro tipo de dia para o globo são mais de 10 milhões de mortes confirmadas por Covid -19?

domingo, 10 de maio de 2020

10 de maio de 2020 | Escritos

domingo, 29 de março de 2020

Desabafar ou desabar? | Escritos

Imagem: tumblr


*este texto pode conter gatilhos para quem tem ansiedade

Dizer as coisas que sinto nunca foi tão simples pra mim, talvez porque sentir tenha parecido errado para quem eu falava sobre meus sentimentos ou talvez seja a droga da ansiedade que grita coisas na minha cabeça que não fazem sentido no meio das crises.

Falar nunca é fácil, mas escrever deixa tudo menos pesado durante esse processo. Quando comecei o tratamento sabia que a cura não é linear, na verdade a cura não existe, mas é possível alcançar um equilíbrio/controle dos seus sentimentos e aprender a lidar com eles na terapia. Só não é simples e nesse processo tenho tropeçado tanto que ás vezes me dá dó de mim mesma, sei lá eu nunca pareço saber desabafar sem desabar. É como se eu fosse a casinha dos três porquinhos que com pequenos sopros fosse para os ares, mas na verdade é com pequenas palavras sabe? É como se os pequenos desabafos no meio do caminho fossem me derrubando até uma crise chegar.

A falta de confiança, a auto sabotagem e depois os pensamentos confusos que parecem dançar na minha mente até que eles fazem o meu peito explodir e conseguem me deixar finalmente tão ansiosa quanto nunca antes. Sentir o coração amassando dentro do peito é a pior sensação que você pode ter na vida depois não conseguir respirar. E como o roteiro chamado vida nunca me deixa na mão, já senti as duas coisas e quis nunca mais sentir algo parecido.

É como andar na corda bamba, só que sem a corda.

E, sabe, ás vezes quando tudo fica bagunçado assim a única alternativa que tenho é escrever ou dependendo da intensidade falar com meu psicólogo. Quando nada disso funciona, como agora, depois de meses sem crises muito fortes e uma vida linear, sento e recomeço tudo outra vez.

Escuto uma música e ao ser embalada pela melodia, me deixo ser abraçada por mim mesma e tento não sentir pena de mim, não me culpar. Afinal, eu não tenho culpa de ter ansiedade.

domingo, 29 de março de 2020

Desabafar ou desabar? | Escritos

domingo, 1 de março de 2020

365 dias sem você | Escritos


Sabe amiga, na segunda de carnaval fui no show do Emicida com Nicole e uns amigos. No meio de uma canção lembramos de ti, seguramos as lágrimas e respiramos fundo. Só a gente sabe como foi difícil para as duas manteigas derretidas do grupo não cair num rio de lágrimas, mas conseguímos, a gente sabe que você odiaria isso e desculpe escrever que para dizer que nem todo dia primeiro é assim. No ano novo não foi, chorei no banho, no ônibus e antes de dormir. Todo dia um é complicado recomeçar, sentir sua ausência ou suportar o peso de existir sem te ter por aqui. A vida passa rápido, as coisas estão acontecendo num ritmo tão acelerado que nem obturador da minha câmera consegue capturar, nem meu lápis em um dos milhares de caderninhos que tenho para escrever pensamentos e que você ria das coisas aleatórias quando lia.

Fred & Júlia ganhou um final, a dedicatória do livro é sua e talvez ainda esse ano seja de fato publicado em algum lugar. Morar em outra cidade não foi tão difícil assim, eu consegui fazer amigos, não fui antissocial ,juro, fui sociável até demais e quebrei a cara algumas vezes. Sei todo o discurso decorado que diria sobre não ter medo de viver e ser corajosa juntamente com Nicole a tira-colo dizendo que me privei de viver a vida que quero por tempo demais, mas prometo que estar cumprindo o combinado de ser menos medrosa e ir com medo mesmo. Ah, raspei o cabelo na lateral, minha família odiou, porém amei ter me visto diferente e não parei por aí também o cabelo rosa foi com certeza o melhor que poderia ter feito. Tatuei uma lua minguante no braço direito para simbolizar a mudança interna e externa, comecei a organizar meus projetos de livros rascunhados no computador e achei uns diários antigos.

Fiz um curso de roteiro, descobri que amo audiovisual e que produção é com certeza o que quero fazer da vida. Encontrei amigos e um projeto para fazer da minha vida, o projeto popular, me organizei no movimento estudantil e achei um lugar onde posso lutar pelos nossos direitos para um projeto de sociedade que acredito. Toda a raiva, indignação ainda estão por aqui, mas o luto e o ódio do destino me ensinaram lições valiosas, a maior delas foi usar todo esse sentimento ruim para transformar a minha existência e de outras pessoas em algo melhor, mais suportável. Queria que ainda estive aqui, queria tanto poder compartilhar a vida contigo e ouvir sua risada gostosa no fim do dia quando conto minhas histórias ou quando falava em espanhol mostrando o quão era apaixonada pela língua, compartilhava seus medos, incertezas ou só um meme engraçado no grupo para fazer a gente conversar na madrugada.

Ai Shay, esse mundo sem ti é duro e sombrio, ninguém sabe como lidar com essa saudade. Te escrevo sempre que posso, te sinto todo dia comigo, lembro de você nas noites estreladas, pois a mais brilhante estrela no céu tem quer ser Sharlene. Não tem pra ninguém sabe, o mundo ainda reflete você o tempo inteiro amiga, te amo.

domingo, 1 de março de 2020

365 dias sem você | Escritos

domingo, 18 de agosto de 2019

O mais difícil de seguir, é seguir | Escritos

Imagem: Pinterest


Encontrar um outro caminho foi fácil já que larguei um estado e vim morar em outro, mas ninguém me disse como seria doloroso redesenhar uma rotina não tivesse mais nós dois. E que nos domingos não íamos compartilhas nossas desavenças quando tivéssemos uma semana complicada sem poder nos ver, só sentar e conversar ou quem sabe apreciar a vista da praia do calçadão com os dedinhos entrelaçados e sorrisos leves de fim de tarde.   

Os domingos por aqui são frios e enrolados num edredom compartilhando minha rinite com meu livro inacabado no docs. Essa cidade não é quente como a nossa, o inverno aqui é sombrio, mas também pode ser acolhedor se estiver cercada das pessoas certas. Mas como seguir quando a gente nem tomou um rumo de fato? Eu tenho tantas dúvidas que achava que tinham se tornado certezas antes vir pra cá. Todo dia aprendo uma lição nova sobre mim mesma que achei já ter aprendido. Sempre ocupo a mente com coisas novas, escrevo, danço, brinco, beijo, abraço e às vezes a bad bate e olha é complicado confortá-la sabe? Não tanto quanto a saudade, pois quando releio em silêncios textos que escrevi nas notas do celular e que nunca vou te mostrar afinal não costumo compartilhar minha escrita com quem compartilho afetos é pedaço de mim profundo demais para se mostrar assim fácil. 

Nem sempre ela é leve ou explicativa, porém é sempre cheia de significado e nem todo mundo sabe compreender as entrelinhas, pois a maioria das pessoas está mais preocupada em descobrir para quem escrevi essas linhas. O que é engraçado nunca nego para quem escrevo, mas também nunca revelo sobre quem exatamente estou falando. A beleza de compartilhar certos versos que literalmente saem de dentro de mim é não encontrar um destinatário. Nem tudo precisa de um remetente com destino fixo, as vezes é só mais um texto e só mais sentimento que vai perdendo o sentido ao longo do tempo. 

A escrita sempre ocupa os espaços vazios da nossa rotina assim como os amigos conquistam espaços no meu dia a dia e vou deixando tudo fluir encontrando um novo lar para mim.

O mais difícil de seguir, não é seguir, mas te observar daqui.

domingo, 18 de agosto de 2019

O mais difícil de seguir, é seguir | Escritos

quarta-feira, 13 de março de 2019

Desconectada de mim | Escritos

Foto: Tumblr

Toda vez que as palavras fogem de mim, me desconecto de mim mesma. É incrível como a escrita me salva dos acúmulos dentro do peito e das minhas crises mais horríveis. Agora escrevendo isso eu até posso sentir uma dessas vindo, mas a cada palavra escrita é como se doesse menos. É muito difícil levantar todo dia, saber que tem uma vida toda pela frente quando quem se ama foi embora e não vai voltar mais. A vida é um sopro e cada dia que passa fico mais certa disso. Me mudei para uma cidade nova e apesar de levantar todo dia para ir a aula, anotar assuntos, responder perguntas, conversar e interagir sinto que parte de mim ainda fica adormecendo todo dia na minha cama. É como se não conseguisse mais vivenciar a mesma experiência de quando vim nas primeiras semanas antes do carnaval.

Alternar entre dor e tristeza profunda é um dos tantos estágios do luto. Apesar de a saudade me castigar todo dia ainda não parece que minha amiga se foi. Vejo nossas fotos, releio meu texto de despedida, olho para a pontinha da agulha no meu braço do dia em que doei sangue e ainda não parece real. Prometi que sua memória e legado enquanto pessoa viveriam comigo, Nicole, o vestibular solidário e todas as nossas amigas. Ainda leio suas mensagens no grupo às vezes, mas queria era ter coragem para escutar um de seus áudios sem ficar em prantos. Seu aniversário está se aproximando e sei que nesse dia levantar da cama e viver sem ti vai doer mais que o de costume.

Me apoiar na escrita era meu refúgio, mas nem isso tem me ajudado muito já que escrever se tornou uma tarefa quase impossível com o bloqueio. As leituras andam bagunçadas, a vida tento organizar um pouco todo dia, o coração parece mais leve num dia e no outro pesa de saudade de ti, meu cachorro, meus livros, meus pais, minha avó e os meu amigos. As noites aqui são frias e não tão quentes como em Recife o que faz com que me enrole no meu edredom e não queira sair de lá no dia seguinte, mas saio sabe. Me arrasto até o banheiro, escovo os dentes, visto uma roupa e calço um sapato. Sei que odiaria que me afundasse na ansiedade ou nos meus complexos internos e deixasse de viver. Por isso acordo, penso na sua força e até peço um pouco dela emprestada e assim vou viver.

Só viver.
Leve, devagar e uma coisa de cada vez.
Num ritmo menos Andresa de ser que estava sempre ligada no duzentos e vinte, mas aos poucos vou recobrando os sentidos a confiança em mim mesma, nas palavras e no que planejei viver aqui nessa cidade.

quarta-feira, 13 de março de 2019

Desconectada de mim | Escritos

domingo, 27 de janeiro de 2019

Uma nova história de amor | Escritos



Leia ouvindo: Casa - Nina Fernandes 

Eu quero viver uma história de amor de novo.

Dessas clichês e bonitas, sentir o frio na barriga, sorrir para para olhos que soem familiares e transmitam aquela sensação de segurança e instabilidade que só os bons romances trazem. Beijar até sentir os lábios dormentes deixar que os corpos se toquem com aquela familiaridade única e envolvente. 

Criar uma nova história sem trazer traços do passado. Escrever com alguém uma história única ou um conto irreverente de uma despedida que acabou em um hospital. Sorrir e encarar o futuro com um gostinho de quero mais misturado com o dia ainda vamos rir de tudo isso. Sei lá, eu só quero viver sabe? Tenho escrito tantos romances, mas tenho escrito coisas demais e vivido de menos. Em parte sei que é pelo medo de me jogar no desconhecido, confiar em alguém e quebrar a cara com gosto.

Mas não dá pra viver com medo, nem achando que toda e qualquer pessoa que entre na minha vida esteja determinada a me ferir. Um dos meus escritores favoritos escreveu" que não dá pra escolher se vai ou não se ferir nesse mundo, mas da pra escolher quem vai feri-lo." Então, preciso ser responsável pelas minhas escolhas e aprender a conviver com a dor caso tenha que lidar com ela eventualmente. Sinto saudade de estar apaixonada e pensando na mesma pessoa o tempo inteiro faz tanto tempo que me provei disso que nem sei como é que sentir isso de novo, eu acho.

Olho pra janela lá fora, penso e sei que o mundo é imenso e posso não me apaixonar imediatamente por algo ou alguém, mas me apaixonei por mim mesma em 2017 e em 2018 pelas partes mais difíceis, sombrias e que procuro esconder das pessoas na maior parte do tempo. Me abri para novas pessoas, deixei o passado onde ele não deveria ter saído, cai de paraquedas numa situação completamente inusitada onde estou sendo 100% eu mesma e adorando cada segundo. É bom estar leve, me sentir feliz e a vontade para fazer piadas sem garça, sorrir de filmes bobos e conversar sobre qualquer coisa.

Embarcar nessa nova situação me fez ter certeza que posso ter um descanso de novo e repousar no coração de alguém, fazer dele meu recanto. Viajar de corpo inteiro me fez conhecer o que é ser no singular e querer o plural. E provavelmente foi o que me deu vontade de me apaixonar de novo e achar um lar pro acaso do meu coração.

domingo, 27 de janeiro de 2019

Uma nova história de amor | Escritos

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Algumas coisas acabam ficando no caminho | Escritos

Leia ouvindo: Mercy - Shawn Mendes

As coisas mudam, o tempo passa e os sentimentos não são mais os mesmos. Os pequenos detalhes que afetam tanto passaram a ser quase ignorados ou apenas vistos e deixados de lado. 

A gente cresce os sentimentos mudam. Amadurecemos e às vezes eles crescem conosco, mas na maioria das vezes ficam no caminho. Não por raiva, rancor ou ausência de reciprocidade, mas por que um dia a gente olha pra trás depois de tanto se afundar num sentimento e percebe que foi tudo um equívoco. Nada mais do que uma história que aconteceu no tempo errado ou que só não tinha para ser. 

Os sentimentos certos aparecem nas horas erradas e menos oportunas. É como se a vida quisesse nos fazer um teste de amadurecimento e quase sempre a gente reprova. Por não ter maturidade ou por simplesmente não estar preparado para isso. "O amor vem para os distraídos" e isso não significa dizer que eles estão preparados para ele e toda intensidade que vem junto com o momento.

Perdemos amores, ganhamos dores, mas aprendemos a viver com elas. E um dia elas simplesmente deixam de existir, evaporam por mais que a gente tente fugir evitar ou nos convencer que essa hora chegou. Ninguém nunca sabe o momento certo.


": frase da Isabela Freitas.

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Algumas coisas acabam ficando no caminho | Escritos

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Driblando a ansiedade e criando novos personagens | Escritos

Foto: Pinterest

Tem dias que a ansiedade parece que vai me engolir.

E eu particularmente detesto isso profundamente. Às vezes é bem pesado porque eu simplesmente não consigo desligar a minha mente e dormir. Outras vezes é dilacerador internamente falando pensar demais, fazer de menos e isso se tona um ciclo constante. Se todas as coisas que penso num dia fossem anotadas provavelmente não teria tantas agendas incompletas guardadas no meu quarto.  

Porque se tem uma coisa que faço é pensar e divagar, na verdade literalmente viajo entre meus pensamentos. Sabe aquele lance de uma moeda pelos seus pensamentos acho que vi isso num filme, mas não lembro qual. Se alguém me dissesse isso provavelmente ficaria assustado com o volume e ritmo em que as ideias dançam na minha cabeça. É louco e pode ser bem desesperador às vezes, já fui rainha em sofrer por antecipação e olha me fazia um mal do cassete, mas com o passar dos anos venho conseguindo levar bem melhor com mais nitidez em determinadas situações. Hoje, penso, o que posso fazer para resolver isso? Como posso levar isso na calma sem ter um leve surto interno jogar tudo pro alto e correr pro mais longe possível? parece estranho, porém funciona. 

Nos dias que a ansiedade te domina e você não controla nada. Respirar fundo e pensar nessas coisas é uma mão na roda, mas isso não quer dizer que vai funcionar sempre. Às vezes me permito ficar na merda mesmo, sentada na minha cama sem livros (um milagre) sem música (um segundo milagre) e apreciando o silêncio que por mais seja solitário é muitas vezes onde crio minhas histórias, penso nos meus personagens converso com eles mentalmente e os imagino como se eles fossem meus melhores amigos. E então penso, é eu poderia escrever isto ou aquela história é realmente legal. Que texto de merda foi esse que pensei? ninguém leria isto, mas ai reviso dez vezes e acho que está incrível e que o mundo precisa ler.

Isso basicamente tem acontecido com mais frequência do que gostaria, mas sigo driblando a ansiedade e pondo minha saúde mental no pódio de coisas com as quais preciso me manter alerta, ou seja, no primeiro lugar antes de tudo pelo qual a maioria as pessoas não consideram importante, mas é de SUMA IMPORTÂNCIA. Apesar de existir todo um discurso de saúde mental atualmente todos nós sabemos que isso não alcança todo mundo e que nossos pais viveram numa geração completamente diferente da nossa. E inserir eles a está realidade é complicado, mas não impossível. 

E se você se identificou lendo o texto nunca é tarde para pediu ajuda, viu? (E nem para amar, eu amo esse filminho assistam) Você só precisar dar o primeiro passo.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Driblando a ansiedade e criando novos personagens | Escritos

domingo, 8 de julho de 2018

O coração escolhe o que quer | Escritos

Foto: Pinterest

Felizmente eu aprendi a levantar da cama e dizer que está tudo bem no dia seguinte. Sabe, cansei de chorar pelos cantos por você. Tem uma música da Selena que diz the heart want what it want que numa tradução literal seria o coração escolhe o quer. 

E o meu basicamente escolheu se livrar de você. Tomar um dose de amor próprio com gostinho de vodca com energético, mas quem se importa? É passado, nós somos passado. E agora olhando para trás com clareza e sendo sincera comigo mesma uma relação onde um sete pelo dois está fadada ao fracasso. Sempre soube que não passávamos de um laço daqueles que fazemos no sapato quando estamos com pressa e ele se desfaz com facilidade ao longo do dia. Mas o que me deixou confusa foi misturar razão e coração, o meu sabia o que queria o seu queria tudo e um pouco mais do que eu não tinha pra te oferecer naquele momento. Uma pena disse para mim mesma até te ver de novo na rua e nos beijarmos de novo.

Você me prometeu as estrelas e tirou meus pés do chão, mas da mesma forma que você me fez promessas fadadas ao fracasso me iludi e achei que todas elas iram se realizar num passo. Um grade demais para nós dois e curto demais para aquilo que estava prestes a se realizar na minha vida. Você disse que não tinha mais espaço para nós dois neste diálogo porque eu já tinha preenchido suas lacunas o que te deixou frustado.

Mas me diga meu amor, o que eu poderia fazer se o coração escolhe o que eu quer e ele simplesmente não escolheu por nós dois?

Existia um milhão de motivos para abandonar você, mas me fiz de cega e continuei ao seu lado. Meu erro, confesso. Tornei a corrigir assim que pude e segui meu caminho como já era esperado. E mesmo que os becos e esquinas nos esbarrassem constantemente, cada um seguiu para o seu lado. Fui viver minha vida e me tornei a mulher quem sempre quis ser (mas estava ocupada tentando juntar os pedaços desta relação fadada ao fracasso) já você não fiz muita questão de saber.

domingo, 8 de julho de 2018

O coração escolhe o que quer | Escritos

domingo, 24 de junho de 2018

Uma carta no word | Escritos

Foto: Pinterest


Queria te escrever uma carta a próprio punho vovô, mas pensar que você nunca podeira ler ela para ti dói demais e prefiro escrever no word. Sinto tanta sua falta nos meus domingos, dos seus apelidos carinhosos e de como ficava feliz por eu gostar tanto de ler. Queria que soubesse que as pessoas talvez não tenham entendido o porque não consegui me trancar em casa num quarto quando você partiu e julgaram que não te amava.

Eu te amo tanto que dói e mesmo nunca tendo contado para você das minhas crises de ansiedade (você se foi antes), na minha cabeça não me permitir viver era ser egoísta contigo. Seu ciclo por aqui terminou e isso não significa que o meu que mal começou tem que ser como as outras pessoas querem que seja. Dois dias depois do seu enterro, ouvi Nando Reis com meus amigos, tentei me divertir e quando ele cantou pude sentir que meu coração finalmente teve paz.

Você estava em paz.   

Te ver no hospital foi muito difícil pra mim, você nem sabe o quanto, desculpe não ter ido mais vezes aquele ambiente não faz bem é um dos meus gatilhos emocionais. Guardei os adesivos das visitas no meu caderninho e não consegui escrever nada desde quando sai do seu enterro. Era como se as palavras fugissem de mim o que é frustante, pois sou metade literatura e a outra metade escrita. E não escrever sobre isso se tornou uma bola de neve que me bloqueou por meses de dizer o que sentia. 

Sinto sua falta.

Muita.

Mais do que poderia pôr em palavras.

Queria que estivesse aqui para contar dos meus livros que estão finalmente saindo da minha cabeça, pois parei de ter medo do que as pessoas vão achar e me preocupo mais se vou ser feliz com o que escrevi. Minha escrita vem tomando rumos surpreendentes e assustadores para uma garotinha que tinha diários e escrevia sobre seus desamores, as coisas que ela não entendia nos relacionamentos familiares e a morte (ainda não entendo isso, mas tudo bem). 

Cresci tanto em pouco meses que às vezes me olho no espelho e me pergunto se sou a mesma pessoa. Aprendi a me perdoar e entender que está tudo bem errar, minhas imperfeições me deixam mais leve e longe da frustração, pois de perto ninguém é "normal" e "perfeito". Não sei onde você está e se um dia terei oportunidade de dizer o quão especial tu és pra mim de novo, mas só quero que saiba que eu amo você. 

Com amor, Andresa.

domingo, 24 de junho de 2018

Uma carta no word | Escritos

terça-feira, 5 de junho de 2018

Tá tudo bem, não estar bem | Escritos

Gif: Tenor.


Às vezes a gente se cobra demais e nos condena demais por não seremos as pessoas que esperávamos que fossemos, já perceberam? É bem louco pensar nisso tanto que quando a gente para e vê o quão isso é real e nocivo pra nós mesmos. O pior é que só percebemos no meio do caminho quando já tem meio mundo bagunçado. Sempre esquecemos o contexto e nossas batalhas pessoais e só julgamos a linha de chegada e esquecemos do caminho percorrido. A gente fala tanta sobre empatia, gentileza e esquece de que você tem que ser tudo isso consigo mesmo também, não só com os outros.

Todos nós travamos batalhas pessoais importantes todos os dias e não temos que esquecer de nós dar mérito ao ter passado por uma barreira ou ter percorrido um caminho turbulento. A jornada do outro não é mais importante que a sua, não existe dor mais e menos dolorosa e muito menos competição de sofrimento. 

Tem uma frase de Extraordinário, um dos meu livros favoritos que eu gosto muito que diz: Quando tiver que escolher entre estar certo e ser gentil, escolha ser gentil. 

Escolha também ser gentil com você mesmo. Respeite suas escolhas, sua jornada e não diminua as suas dores pensando nas do outro. Isso não existe. Cada qual vive suas próprias escolhas e enfrenta o que lhe foi destinado. A vida nos move e nos leva para caminhos diferentes do esperado e isso faz parte de crescer. 

Crescer é bizarro. Afinal, um dia você acorda tem vários boletos para pagar, aluguel, luz, gás, água e internet. Tem todas as cobranças pessoais, externas, familiares e psicológicas. E temos que lidar com todos esse imprevistos e ter mais consciência de que estamos todos vulneráveis a isto. E tá tudo bem não estar bem o tempo inteiro.

terça-feira, 5 de junho de 2018

Tá tudo bem, não estar bem | Escritos

sábado, 14 de abril de 2018

Eu te disse adeus no meu bloco de notas | Escritos

foto: tumblr


Escrevi seu adeus naquele meu celular velho no bloco de notas que eu nunca vou mais conseguir acessar, pois esqueci de fazer backup dos últimos textos. Queria poder reler e lembrar de tudo, mas só me recordo de algumas partes. Aquele dia tinha sido difícil chorei de saudade uma parte da madrugada toda e não aguentava mais guardar o que sentia dentro do peito.

Cada verso que escrevi jurei não gostar mais ti, não te escrever jamais. Pelo menos enquanto houvesse sentimento dessa história inacabada. Esqueci minha banda favorita por alguns meses e quando tocou de novo só senti saudades, mas não aquela saudade que dá frio na barriga só de pensar em te encontrar de novo ou de lembrar dos nossos momentos. Aquela saudade com gostinho de adeus. 

Era o fim, meu coração tinha finalmente aceitado. Você se foi, eu também e trilhamos histórias diferentes. Hoje, nossos caminhos ainda se cruzam, porém com menos frequência. Andar na rua e pensar em trombar em você já não me assusta mais e nem me deixa com medo de sentir aquela avalanche de emoções de novo. 

Andar pelos mesmos lugares da cidade não dói tanto, só me trás aquela sensação de que o que foi pra ser já foi. Não tinha como voltar no passado e fazer diferente, pois a dor ensina a gente. Não dá forma mais agradável, porém toda escolha abre uma janela de possibilidades. 

sábado, 14 de abril de 2018

Eu te disse adeus no meu bloco de notas | Escritos

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Posts que você precisa ler sobre mulheres inspiradoras | Blogosfera

 Foto: tumblr

Uma carta sobre minha liberdade: Esse texto foi escrito por uma das minhas melhores amigas a Jubs do Lanterna Lunar. A gente sempre conversa sobre feminismo e discute umas pautas muito legais sobre o nosso cotidiano. Ser feminista na contemporaneidade é algo desafiador pela nossa educação patriarcalistas e grade partes dos nossos valores enquanto sociedade retrógrados, mas com união e harmonia a gente consegue se envolver nesse movimento lindo e lutar todas juntas. Afinal é uma por todas e todas por uma né?
Mulheres inspiradoras em 2017: Think Olga é um portal sobre empoderamento feminino e o portal fez um post com mulheres que fizeram diferença em 2017 que saíram das zonas de conforto e lutaram por toda nós seja na arte, no ativismo, cidadania, na ciência, tecnologia e internacionalmente. Muito Girl Power e inspirador demais!

Grata pelos nãos: Encontrei esse texto por acaso no twitter ao ser retweetado pela Luiza Trigo uma das minhas autoras nacionais favoritas. Ao longo da vida ouvimos muitos nãos e esse texto me fez entender o sentimento que estava tendo ao longo desse ano e não compreendia. Aline tem vários textos publicados do Medium (plataforma digital especialmente para textos) e recomendo a leitura deles.

Lady Birdy e meu novo desafio pessoal:  A Bruna é umas das maiores inspirações para manter o blog e foi uma das responsáveis por me fazer fechar o Antes dos Dezesseis de vez e entender que o conteúdo produzido ali não tinha mais nada a ver com quem eu era e estava prestes a me tornar. Lady Birdy só estréia no Brasil em 2018, mas nada que não impeça você de ler esse post e pôr na sua listinha de desejados para o cinema em 2018.

Como se organizar em 2018: A gente sempre quer estar mais organizada e focar nos objetivos no ano seguinte. A Mari Menezes é uma blogueira que acompanho faz muito tempo ela tem me ajudado muito no meu crescimento pessoal e com muitas dicas de organização. Se inscrevam no canal delas para ter dicas em tempo real e acompanhe o blog para mais dicas de livros de organização e crescimento pessoal.




quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Posts que você precisa ler sobre mulheres inspiradoras | Blogosfera

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Resiliência | Escritos

foto: tumblr
Leia ouvindo: Rise - Katy Perry.

Me preparei psicologicamente por precisamente três semanas para escrever esse texto. Coloquei as melhores músicas que fazem parte do minha atual conjuntura para fluir como frases de autoajuda e inspiração. E então saiu, estou aqui. 

E quero começar dizendo que manter sua saúde mental estável, é o melhor presente que você dar a si mesmo. Permita sempre tentar usar sua fragilidade sentimental para o melhor. O melhor em si, você só vai descobrir ao passar por uma situação delicada, infelizmente. É o famoso "apanhando para aprender". 

A inspiração para esse texto, no meu caso. Tem nome, sobrenome e um
sorriso que me destrói todos os dias. A partir do momento em que eu acreditei que dependesse dele pra minha vida. E acreditei que se entregar com toda intensidade do mundo era a solução para tudo. Então, eu, idealizava que a aquela pessoa séria a que mais fosse passar momentos incríveis ao longo da minha vida.  Sim, a gente costuma acreditar bastante no "pra sempre". Parece mentira né? Mas a gente não consegue deixar isso apenas nos contos de fadas. 

Então, sabe aquele sorriso lindo que citei acima? Pois é. Ele agora sorri pra outra pessoa. Agora é o motivo de outra pessoa também sorrir. Ele não é mais meu ou talvez nunca tenha sido, mas com minha mania de acreditar que as pessoas pertencem a alguém acabo levando uma rasteira da famigerada vida mais uma vez. 

O que ganho com tudo isso? Maturidade suficiente para entender que as coisas mudam de lugar sem a gente nem perceber.

Basta um dia nascer, uma noite surgir e aquele dia nunca mais vai se repetir. Com a vida acontece a mesma coisa, a diferença é que quem escolhe se vamos viver como se fossem todos os dias o mesmo, somos nós. Eu por exemplo, achava que a dor da ausência de alguém nunca fosse passar. E me martirizei por erros que talvez não fosse tão erros assim. Super concordo em se permitir a sentir tudo, seja a dor ou o amor. Sinta, não finja nada por ninguém e nem pra alguém. Apenas sinta.

Agora, acreditar que vivenciar por muito tempo essa dor como se a vida tivesse parado ali, naquele instante.

É tortura!

É cilada! Você é bem mais que isso!

Se eu recebo dor, devolvo amor. 
Isso nos torna mais forte e acreditar que a vida só tem a nos fazer crescer por nós mesmos, depende de você. Então comece de hoje, comece de agora. E seja você sempre, com dor ou sem dor. Não estacione o que você tem de melhor por nada muito menos por alguém. 

Tudo acontece por uma razão. 

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Resiliência | Escritos

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Beijos de sábado à noite


Tocava Nando Reis de fundo, você tinha um lindo sorriso e tocou a minha bochecha. Seus lábios estavam próximos, o sorriso deu lugar a um misto de novas sensações e um olhar lindo que refletia todas as coisas lindas que você tem por dentro. 

Os lábios se encostaram, suas mão foram para na mina cintura e me trouxesse pra mais perto de ti. Seu coração pulsava na mesma sintonia o meu, sorrimos juntos no meio do beijo tantas vezes que perdi a conta. Queríamos aquilo desde quando nos conhecemos, mas ambos optamos por ficar no nosso próprio espaço. O beijo finalmente acaba, encostamos nossas testas, sorrimos e ficamos abraçados.

"Desculpe estou um pouco atrasado, mas espero que ainda dê tempo..."

beijos, abraços e pequenos laços.

O que era uma noite de sábado, se tornou um pequeno encontro de dois corações inseguros e desesperados um pelo outro. As batidas do meu coração se alinharam facilmente as notas do violão que estava a tocar, show acústicos, sempre os melhores. A simplicidade de alguém segurando seu violão em meio a tantas pessoas me ganha.

Fim de noite, dia amanhecendo nos olhamos e sorrimos.

Uma noite, pode ter sido coisa de uma noite. Aqueles olhos talvez me digam ao contrario, mas confesso que particularmente eu vou adorar descobrir.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Beijos de sábado à noite

sábado, 29 de julho de 2017

Caixa Postal | Escritos


Dançando sob as estrelas esta noite sonhei que encontrava você. 

Tinhas um buquê em mãos, mas nem ousei perguntar porquê. Conversamos alegremente sobre a vida e nossas expectativas pra esse ano que tecnicamente tinha acabado de se iniciar. Contei sobre o livro e como tenho caminhado com as histórias novas, rimos, nos divertimos. Falamos até sobre o clima. Quente. Como sempre. Essa cidade não seria tão diferente se não fosse calorosa o suficiente para manter o calor dos seus amores efêmeros.

A noite estava prefeita parecia um sonho. O que de fato era, pois nossos caminhos não se cruzam há três longos anos. Acordei atordoada me perguntando se tudo aquilo tinha sido real. Podia sentir o cheiro amadeirado do seu perfume escapar pela ponta dos meus dedos, aquilo me assustou. O cheiro era de casa e ao mesmo tempo de passado.

Retornar aquela noite que nunca existiu graças a chuva que impediu de nos encontramos. E por um segundo naquela madrugada, permiti-me pensar onde anda você. O que tem feito da vida, se passou naquele concurso e se tornou quem tanto almejou por anos. Se ainda enrola o cabelo na ponta dos dedos. Será que suas bochechas ainda são tão coradas quanto posso me lembrar? Desperto do desvaneio quando o celular vibra em minha cama, saio da janela e o pego. Ao voltar a observar a cidade vejo que o céu está escuro e não tem uma estrela ao contrário do meu sonho que tinha inúmeras delas.

O celular vibra outra vez e é uma mensagem da operadora tenho um novo recado. Ligo para caixa postal e:

- Ah, oi, não sei se você ainda tem esse número. Mas já faz três anos e eu nunca tive oportunidade de dizer o que sentia e talvez nunca tenha. Éramos tão jovens, ainda somos, mas na época adolescentes confusos que não podiam ir ao encontro um do outro pela chuva. E fizemos aquela promessa estúpida de que se não conseguíssemos era pra seguir nossos caminhos sem olhar pra trás. Sexta o CD do seu cantor favorito foi lançado e te enxerguei em todas terminações românticas de cada canção, inclusive da mais triste. Esse tempo todo não segui em frente, me desculpe, quebrei a promessa. Agora estou em frente ao seu prédio e queria poder te observar na janela contando estrelas, mas é impossível nem tem estrelas hoje no céu.

Uma pausa é feita, escuto apenas a respiração de fundo.

- Se algum dia ouvir essa mensagem, me liga, faz um sinal de fumaça, desce e me encontra na varanda, sei lá, só aparece. 

Quais as chances de isso acontecer na vida mais de uma vez na vida? Bom, particularmente eu não faço ideia, mas desço as escadas de pijama e tudo atrás dele. O amor não pode me escapar duas vezes, me deseje sorte. 
   

sábado, 29 de julho de 2017

Caixa Postal | Escritos

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Vestígios de você no meu sofá | Escritos

         Foto: custodial

Leia ouvindo: Se ela voltar - Silva

Ela tinha um coração quebrado e cheio de traumas, mas ainda sim mergulhou de cabeça naquela amor que tinha tudo para dar errado e deu. Da mesma forma que chegou triste e desnorteada, partiu. Porém dessa vez por minha culpa, nunca soube expressar bem o que sentia e ela cansou de sentir por dois, arrumou suas coisas e se foi.

Para longe de mim, do meu cachorro, meus lençóis e meu banheiro que ficava com o cheiro doce dela todas a manhãs e a noite com seus hidratantes de morango. Sinto falta do cheiro do seu creme de cabelo no meu travesseiro dos cabelos bagunçado todas as manhãs. Ah e dos abraços de urso que me dava quando sabia que estava triste. Grudava em mim como um imã e dizia que em um relacionamento as pessoas compartilhavam tudo e que talvez não estivesse pronto pra falar da minha dor, mas que ainda estaria ali na manhã seguinte e todos os dias dos quais precisasse dela.

A certeza que a amava nunca foi tão forte quanto naquele dia. Entretanto fechei-me pela dor e não consegui dizer o que sentia. Os meses a seguir foram repletos de brigas, noites dormidas no sofá e muita dor nas costas.

Até que um dia acordei e olhei para cama. Ela não estava mais lá, olhei no banheiro e nenhuma das suas maquiagens e cremes estavam espalhados o guarda-roupa estava organizado e vazio. Seu all star não estava no tapete da sala com a meias calça de costume. Então, soube que você tinha ido, a dor daquela partida me consome até hoje. Apesar de ter tentando seguir em frente com alguém seus vestígios ainda não foram embora.

Me pego olhando pro sofá e vendo você com sua pantufa de unicórnio e panela de brigadeiro reclamando de cólica. Chorando da sua interminável lista de comédias românticas no meu sofá, no nosso sofá. Você foi embora e esqueceu de me avisar ou pior de me levar.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Vestígios de você no meu sofá | Escritos

domingo, 2 de julho de 2017

Para dizer adeus aos que se tornaram estrelas | Escritos

foto: tumblr
Leia ouvindo: Coldplay - Yellow 

As estrelas parecem sorrir está noite. Ganharam um novo companheiro. Forte, amado e de coração enorme. Sua partida foi dolorosa, mas sua chegada às estrelas será proveitosa. O céu está nublado e não posso contemplar sua presença, mas diante mão meu coração chora com sua ausência.

A saudade que irei carregar ao longo dos anos jamais vai suprir a sua ausência, mas terei paciência. Um dia, ficarei aí ao seu lado e juntos poderemos relembrar do passado. Saudade é de fato o preço que se paga por amar demais. Toda dor sentida agora, jamais poderá ser posta em palavras, não queria que tivesse partido, porém infelizmente foi necessário.

A vida é rara e pode passar pelos seus olhos quando menos esperar. Aproveite sua vida de estrela, olha por mim aí do céu. Vou seguir meu caminho, realizar meus sonhos e guardar sua presença no meu coração e em todo final de ano quando a família se reunir e cantarmos aquela canção


O amor deixado um dia irá sobressair a sua falta. Meu coração está dolorido, mas nada que uma abraço em família e ombros amigos não não possam me ajudar. O céu agora vai ser meu lugar favorito. Uma pena que não poderei te alcançar aí.

...look at the stars and all the things that you do.

domingo, 2 de julho de 2017

Para dizer adeus aos que se tornaram estrelas | Escritos