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domingo, 26 de julho de 2020
Meus quereres são iguais ao café que tomo pela manhã | Escritos
Imagem: Pinterest
Acordei com a cabeça doendo e o coração pesado.
Seis da manhã e eu já estava com vontade de ir embora.
Não sei que mania é essa que me segue, que anda comigo e não me solta. Nunca sei meu motivo de querer partir. Na verdade, acho que sei, só não entendo. Meu corpo se contrai e minha vontade se perde no meio de tanto querer. Não sei que querer é esse que nunca quer, que sempre volta duas casas e prefere ficar longe. Não sei que querer é esse cheio de medo, de insegurança.
Não entendo esse querer que me traz à tona memórias uma vez já esquecidas? Me fazendo comparar dando-me mais um motivo para correr.
Eu não sei.
Gostaria que meus quereres fossem fáceis como Caetano faz parecer que são os quereres quando canta, mas bem sei e aceito.
Eles não são.
Meus quereres são confusos e cheios de intensidade.
Tão fortes como o café que faço pela manhã. Quando há vontade de correr o querer me faz ficar? Quando me queres, eu quero fugir. Quando te quero, nos queremos. Eu não quero saber desses quereres que pesam o coração e me doem a cabeça. Não quero correr, quero ficar. Mas não consigo me livrar de meus quereres, eles são muitos e eu tão verde que sou não sei administrar.
segunda-feira, 8 de junho de 2020
Arquétipo de uma Escritora
Imagem: Google
Quase sempre me perguntam como arrumo inspiração pra escrever, bem, hoje decidi esclarecer o que me instiga a continuar com isso.
Não sei como arrumo inspiração para me sacramentar no gênero crônica, só sei que arrumo. Quer dizer, “arrumar” é um termo relativamente pejorativo quando estou falando da escrita, prefiro dizer que que as palavras nascem porque devem nascer. É a necessidade de expressão, o que me salva da realidade.
A escrita é um deleite - pra quem lê - e uma tortura pra quem disserta.
Digo, não se sabe como o outro vai reagir aquele seu reflexo... escrever é a minha arte e a minha fraqueza. E não, a escrita não precisa ser baseada em fatos reais, não estou pleiteando nenhum Oscar ou coisa do tipo.
Deixando de lado a vaidade que há em mim, assumo que o que me instiga a escrever e continuar escrevendo é unicamente a necessidade de sentir e deixar fluir. Me refaço em outros personagens, outros cenários, outras cores e outras dores. Considero quase como magia.
Queria escrever mais. Queria escrever sobre escrever. Queria escrever sobre o quanto gosto de escrever. Queria escrever sobre o que escrever me faz sentir, porque de todos os meus amores e de tudo o que passa por mim, minha escrita não me abandona - até porque vivo pedindo a Deus pra me livrar desse momento. Por Deus, não. Eu deixaria de ser eu. Queria escrever sobre escrever e escrever e escrever.
Tá, assumo, há uma obsessão nisso. Mas somos assim mesmo! Nos apaixonamos e só queremos falar sobre a pessoa dos sonhos. Nos decepcionamos e só queremos falar sobre a dor. Arrumamos um emprego e só queremos falar sobre o emprego. Assim sucessivamente. Repetitivos e enfadonhos, eu diria.
Assim sou com a escrita.
Às vezes me sinto tão sufocada com a realidade que não consigo falar sobre absolutamente nada. Mal consigo pensar, fico aprisionada num turbilhão de coisas. A escrita quase sempre me salva, me compreendendo melhor do que eu mesma. Sempre foi assim, acho que estou aprisionada.
Reconhecimento nunca esteve em questão. Faço por mim. Essa sou eu.
domingo, 12 de abril de 2020
Descobrindo novos territórios dentro de mim | Escritos
É doido como as coisas acontecem numa velocidade estranha, maluca e completamente no tempo certo. Não sei o que universo, destino e a vida num geral tem para mim nos próximos anos, mas é muito bom estar acordada às quatro da manhã e escrevendo sem ser por ansiedade ou estar numa crise doida que não me deixa desligar o cérebro. Não que eu consiga fazer isso sabe, ainda estou aprendendo a lidar com minha criatividade e entender que a ansiedade não tem nada a ver com isso e que estou no controle do meu corpo e mente.
Ainda é um território novo, meio hostil e talvez um pouco vazio, mas desbravar novas áreas dentro de mim mesma tem sido uma tarefa legal, bacana e audaciosa da minha nova fase. Conhecer a si mesmo é complexo, difícil e curioso ao mesmo tempo. Acho que a terapia tem muita culpa nesse processo, a perca do medo, a reinvenção de si mesmo e encontro/descoberta de um novo eu. Comecei o ano passado numa cidade diferente com gente diferente que me ensinou bastante coisa, especialmente quem quero e não quero me tornar. Todos estamos fadados ao erro né, nascemos errantes e morreremos com uma única certeza, de que acertar é possível, mas sem os erros a mudança não é possível. Como aprender se você nunca errou ao tentar? Como começar se você não se sabe nem por onde e que não existe um só caminho certo?
Perguntas que ainda não encontrei resposta. E, sinceramente, não espero achar, pois também há beleza no que não pode ser definido plenamente, o que seria da vida sem ressignificados que o João (@akapoeta) escreve? É tão bom poder enxergar poesia no que outro vê, sente e escreve torna essa nossa passagem por aqui menos sombria. Sim, estamos todos só de passagem, você ai, eu aqui enquanto escrevo e metade do brasil ficando em casa nessa quarentena enquanto a outra metade não tão privilégiada trabalha e se expõe. Está tudo interligado e talvez nem tenha um real sentido para muita gente que se deparar com esse texto escrito por aí, mas algum lugar num domingo a noite sentado, lendo e escrevendo espero que a lei do acaso possa te abraçar.
domingo, 22 de dezembro de 2019
O tempo para uma ansiosa | Escritos
Imagem: Pinterest
Este texto pode conter gatilhos para ansiosos.*
Leia ouvindo: Mistério - Anavitória
É estranho para mim uma pessoa ansiosa acreditar ou esperar que o tempo resolva tudo.
Quando minha mãe me dizia que crescer levava tempo e que deveria aproveitar o meu sendo criança, não entendia muito bem o que ela queria dizer. Tem uma música do EP, Anavitória canta para pessoas pequenas, grandes e não pessoas também que particularmente é minha favorita, mistério, é nome da canção e numa das estrofes diz "Quem é que fez o tempo ter lugar lá dentro do relógio? Dá pra poder calcular talvez, o quanto deve demorar" olhando para o passado, pensando em todas as vezes que vovó me disse que devia confiar no tempo que ele era o melhor remédio para tudo. E, assim mesmo sem saber que era exatamente aquilo que precisa ouvir, percebi que minha relação com o tempo e a sensação que ele escapa entre meus dedos vem da minha falta de paciência em respeitar o meu próprio tempo.
Atropelar minhas ações é claramente minha sina nesta vida. Tanto pela falta de paciência comigo mesma como pela minha constante necessidade de estar em movimento. Uma vez uma pessoa me disse que eu era como água, mutável e que escorria pelos dedos. Na hora eu sorri e achei uma comparação engraçada, mas depois de uma sessão de terapia no começo do meu tratamento com ansiedade minha psicóloga disse que teve a mesma sensação assim que conversamos nas primeiras sessões.
É uma concepção diferente do que estava acostuma ouvir de mim mesma, mas que foi de suma importância naquele momento. Em 2018 entrei numa espiral maluca de descobrir quem eu era achando que sabia, uma parte de mim tinha ficado no meio do caminho, outra tinha se confundido pela ansiedade e as certezas sobre mim viraram uma bola de neve de dúvidas. Provavelmente a fase mais difícil que já vivi nessas transições pessoais.
Reconhecer que não conseguia mais sozinha lidar com aquelas sensações veio depois de uma das minhas crises mais intensas. Foi um mês difícil, não conseguia mais resolver as coisas mais básicas e o que sentia era uma bomba relógio no meu peito prestes a explodir no meu peito. Quando ela explodiu me partiu ao meio e parte de mim acredita que talvez nunca mais eu seja a mesma. E ainda bem por isso, aprendi tanta coisa sobre mim com isso e conheci a minha versão mais forte de mim mesma. E a que não é tão forte assim, mas que aprender que está tudo bem em sentar e chorar quando tudo parece um bagunça já que as soluções não caem do céu.
Esse ano foi uma ladeira de autoconhecimento, dolorosa, árdua e muito gostosa também. Várias coisas perderam o sentido no meio do caminho, mas outras tomaram um rumo inesperado, encerraram um ciclo e principalmente me mostraram a pessoa que quero ser ou que estava prestes a me tornar quando ninguém estava olhando.
terça-feira, 30 de abril de 2019
A responsabilidade de cuidar só de mim | Escritos
Leia ouvindo: Quando fui chuva - Maria Gadú
Cada vez que vou e volto ao Recife sinto que uma parte de mim fica. Dessa vez, é como se alguém tivesse arrancando minhas raízes e já não faço mais parte da cidade que tanto amo. Cresci aqui, chorei nos ônibus dessa cidade (no metrô também), vive amores e alguns desamores também (talvez mais desamores). A cada pôr do sol me sentia mais em casa, mas dessa vez quando sol se pôs senti que já não faço mais parte daqui.
É doloroso ir embora, e a cada despedida uma parte de mim se esvai mais. Não quis festa, nem quis que me trouxessem na rodoviária da primeira vez, ninguém além do meu melhor amigo de infância. Isso causou uma estranheza geral, mas sou uma manteiga derretida o primeiro amigo chorando ia dizer: eu fico. Conheço meus limites e não vão muito além do que gostaria.
Sair da casa dos meus pais vem sendo a experiência mais louca da minha vida. Todo dia é uma surpresa nova, na maioria das vezes não é algo muito positivo. Mas foi bom e importante dar de cara na porta em alguns momentos. Sempre me julgaram muito madura pra minha idade, porém minha psicóloga me disse uma vez que não tinha aprendido a viver conforme a minha idade pelas responsabilidades que me foram concedidas enquanto nova. Essa coisa de "ah, mas a mulher amadurece mais rápido que o homem" tudo uma baboseira, mulheres são sexualizadas mais cedo e é essa a desculpa que um bando de homens usam para dizer "fecha as pernas" "ai mas você é tão novinha para ter esse corpo de mulher" "ah mas ela tinha cabeça de mulher".
Crescer para fora de um estereótipo machista cujo só estava destinada a "dar trabalho ao meu pai" me frustrou em diversas partes da minha vida, que só enxerguei agora caminhando para a vida adulta. Agradeço muito pela oportunidade e reconheço todos os meus privilégios em poder largar uma bolsa numa faculdade particular e ir cursar uma pública com pais que abraçaram o meu sonho como se fosse deles e trabalham muito para que possa se tornar real.
Só que ainda é tão complicado entender que agora sou apenas responsável por mim mesma e nada mais.
domingo, 27 de janeiro de 2019
Uma nova história de amor | Escritos
Foto: Markiewitch
Leia ouvindo: Casa - Nina Fernandes
Eu quero viver uma história de amor de novo.
Dessas clichês e bonitas, sentir o frio na barriga, sorrir para para olhos que soem familiares e transmitam aquela sensação de segurança e instabilidade que só os bons romances trazem. Beijar até sentir os lábios dormentes deixar que os corpos se toquem com aquela familiaridade única e envolvente.
Criar uma nova história sem trazer traços do passado. Escrever com alguém uma história única ou um conto irreverente de uma despedida que acabou em um hospital. Sorrir e encarar o futuro com um gostinho de quero mais misturado com o dia ainda vamos rir de tudo isso. Sei lá, eu só quero viver sabe? Tenho escrito tantos romances, mas tenho escrito coisas demais e vivido de menos. Em parte sei que é pelo medo de me jogar no desconhecido, confiar em alguém e quebrar a cara com gosto.
Mas não dá pra viver com medo, nem achando que toda e qualquer pessoa que entre na minha vida esteja determinada a me ferir. Um dos meus escritores favoritos escreveu" que não dá pra escolher se vai ou não se ferir nesse mundo, mas da pra escolher quem vai feri-lo." Então, preciso ser responsável pelas minhas escolhas e aprender a conviver com a dor caso tenha que lidar com ela eventualmente. Sinto saudade de estar apaixonada e pensando na mesma pessoa o tempo inteiro faz tanto tempo que me provei disso que nem sei como é que sentir isso de novo, eu acho.
Olho pra janela lá fora, penso e sei que o mundo é imenso e posso não me apaixonar imediatamente por algo ou alguém, mas me apaixonei por mim mesma em 2017 e em 2018 pelas partes mais difíceis, sombrias e que procuro esconder das pessoas na maior parte do tempo. Me abri para novas pessoas, deixei o passado onde ele não deveria ter saído, cai de paraquedas numa situação completamente inusitada onde estou sendo 100% eu mesma e adorando cada segundo. É bom estar leve, me sentir feliz e a vontade para fazer piadas sem garça, sorrir de filmes bobos e conversar sobre qualquer coisa.
Embarcar nessa nova situação me fez ter certeza que posso ter um descanso de novo e repousar no coração de alguém, fazer dele meu recanto. Viajar de corpo inteiro me fez conhecer o que é ser no singular e querer o plural. E provavelmente foi o que me deu vontade de me apaixonar de novo e achar um lar pro acaso do meu coração.
segunda-feira, 26 de novembro de 2018
Começando do zero | Escritos
Foto: Camila Rech
Leia ouvindo: Viva - Zimbra
Quando se tem ansiedade o simples ato de recomeçar é difícil.
Nós últimos três anos, escrever nesse blog tem sido uma das poucas coisas na quais concentro minha energia e me faz extremamente feliz. Neste ano todos os projetos em que me envolvi ou simplesmente arquitetei deram muito errado. E no começo foi inevitável não me culpar, me comparar e ter vontade de desistir de novo. Sim, de novo. A ideia de apagar este site sempre me assombra nos momentos mais complicados da minha vida pessoal, profissional e adulta. Não tenho mais treze anos, mas às vezes me sinto como uma garotinha assustada na maior parte do tempo. O diagnóstico da ansiedade colaborou de certa forma com tudo. Sempre me cobrei demais, pois fui criada dessa maneira e não sei sei gentil e compreensiva comigo mesma, mas estou aprendendo sobre isso na terapia.
Às vezes eu preciso me permitir desmoronar e entender que está tudo bem, pois não sou uma grande muralha. É como a Clarice Freire uma das minhas autoras favoritas escreveu uma vez "Tentando segurar água entre os dedos, vi o quanto é inútil me segurar aos meu medos." Comentei sobre deixar de ser medrosa a pequenos passos nesse texto aqui. Em comparação aos últimos anos adquiri a postura da mulher cofiante e que entende que vai dar sim pode dar errado, pois ninguém além de Deus pode ter o controle de tudo. (escrevendo isso, mas sigo afastada de religião e me sinto muito melhor assim, pois quanto mais conheço a repeito de religião mais entendo que isso não tem nada a ver com Deus)
Uma das minhas melhores amigas viajou na terça passada para um dos lugares que mais quero conhecer no mundo e na companhia dela. E isso me deixou muto feliz por ela estra tendo essa oportunidade, mas deixou meu coração morrendo de saudade e a despedida dela me rendeu um conto que estou pensando em escrever e postar no natal (sem promessas rs). Me senti muito na necessidade de escrever sobre isso por aqui, pois desde que escrevi sobre saúde mental por aqui tive muitos comentários positivos a respeito (eu chorei com algumas mensagens). Provavelmente está é a minha crise dos vinte se prolongando mais do que devia, porém ao mesmo tempo que vivi coisas dolorosas demais como perder o meu avô, entrar em crise por mais vezes do que posso contar e perder o primeiro show da minha banda favorita na cidade.
Conheci pessoas amáveis que espero sempre manter contato pela energia boa e conversa bacana. Fui ao segundo show da minha banda favorita com direito a foto com os membros, comecei finalmente o rascunho de Fred e Júlia (meu primeiro livro vem finalmente :'), entrei numa jornada de autoconhecimento a respeito de escrita e encontrei a minha voz na literatura. Parece que vivi cinco anos em apenas um e os astros nem me alertaram disso. Minha estante de livros cresceu, mas ao mesmo tempo que isso aconteceu a estante também foi esvaziada. Fiz uma promessa a mim mesma de que todo ano iria doar alguns livros no meu aniversário. Meus pais nem sempre tiveram bons salários e minha vó nem sempre me deu grana como hoje. Desse modo, pensei que seria muito legal proporcionar para uma garota que assim como eu, pudesse ser salva pelo livros sendo levada a enxergar outras narrativas dentro do mundo e enxergasse um lugar para ela nele.
É coisa demais para saber numa folha de caderno né? por isso eu corri e abri a janela de nova postagem. Não vou prometer nada e nem dar spoilers, mas uma nova fase vem ai e espero conquistar novos leitores e cativar os mais velhos. Se você se sentir com vontade partir tudo bem, às vezes duas pessoas estão em tempos diferentes da vida e por isso eventualmente se desencontram ou deixam de fazer parte do mesmo ciclo. Só espero que assim como eu aprendo com a minha psicóloga toda sessão, você compreenda que é importante respeitar sua jornada e algumas pessoas que já fizeram parte dela.
quarta-feira, 14 de novembro de 2018
Resistindo ou só indo? | Escritos
Foto: @helenamorani
Meu corpo está cansado e a mente tentando reagir ao resultado.
Só que a lua está em câncer então estabilidade emocional não teremos tão cedo. Achei que o mundo estava ao contrário quando liguei a TV e vi o resultado. Dormi pedindo que tudo fosse um sonho ruim, mas o pesadelo é real e nesse meio tempo já se instaurou o caos. Não tem para onde fugir ou correr, está tudo acabado.
Passei o dia sentindo o peito pesado e pedindo para estar errada sobre os próximos quatros anos. Recebi áudios aos prantos, mensagens repletas de medo e a angústia só cresceu. Não sei como começar a me fortalecer. A militância que me perdoe, mas eu não consigo ir às ruas agora. O peso da derrota é grande e saber lidar com ele não é algo que nos foi ensinado. Fala-se muito sobre vitórias, mas em todo o nosso caminho histórico isso jamais foi debatido e/ou ensinado. Lidar com a derrota dói mais do que imaginei. Vi o Chico chorar, vi o feminicídio atacar, vi a criança sofrer, vi gente desaparecer, vi a história se repetir e assisti a democracia morrer.
Todos nós perdemos.
Só que para alguns grupos especialmente os minoritários a dor nem consegue ser descrita, pois o país que mais tira suas vidas votou contra sua existência. Como sobreviver a isso?
Só que para alguns grupos especialmente os minoritários a dor nem consegue ser descrita, pois o país que mais tira suas vidas votou contra sua existência. Como sobreviver a isso?
A pergunta não vai sumir da minha cabeça e provavelmente nem na sua que está lendo isso. Ninguém sabe como seguir não existe fórmula secreta para tudo. Infelizmente as coisas não são tão pragmáticas como na matemática, mas apesar de você amanhã há de ser outro dia. Perdemos na urna, porém não vamos perder enquanto grupo.
Resistindo ou só indo? Sinceramente, não sei. Levantamos hoje e seguimos. O amanhã que vai chegar é com vocês.
Se fortaleçam, pois há luta.
domingo, 1 de julho de 2018
As escolhas de amanhã ainda vou fazer | Escritos
Leia ouvindo: The good side - Troye Sivan
Eu não gosto de magoar às pessoas. Embora tenha consciência de que isso pode fugir um pouco do meu controle. Às vezes, me pego pensando num momento aleatório e revendo se podia fazer diferente, se tinham outros caminhos dos quais ignorei ou simplesmente não prestei atenção. Só que em outros momentos isso não está no meu controle e é preciso ter consciência disso. Tanto pelo meu bem estar físico como mental, pois tem coisas que de fato são minha responsabilidade emocional, mas outras que nem de longe são. E, por isso sempre faço uma listinha mental se minhas escolhas vão afetar a vida de alguém e o quão profundo isso vai ser para mim e a outra pessoa.
Ninguém gosta de magoar ninguém. Mesmo que as pessoas digam que não se importam uma hora pôr a cabeça no travesseiro e olhar para o passado é inevitável. Por isso tenho preferido pensar que apesar do futuro ser consequência do passado minhas escolhas passadas não definem quem sou de verdade (a gente muda o tempo todo). Afinal, vivi muitas coisas e parte delas fugiram completamente do meu controle, fui honesta suficiente comigo para jogar a toalha no ano passado e admitir para minha mesma que tudo bem jogar a toalha. Já não estava bem faz tempo. Finalmente meu corpo e mente reconheceram que estava na hora de seguir. E é inevitável deixar algumas pessoas no caminho. Ninguém pode segurar ninguém nesta vida, embora sempre queremos estender a mão para o outro mesmo quando estamos até pior que ele.(pare com isso não é saudável)
Uma pessoa que admiro muito me disse uma vez que para os que são empáticos é preciso se compreender e respeitar para entender melhor aqueles que se desconhece. E me alertou que existem diversos tipos de sugadores de energia e podemos ser eles ou sofrer com eles. Geralmente, quem se põe em segundo lugar sofre com eles e quem acha que a vida de uma pessoa gira em torno de si mesmo quando existem problemas maiores os quais até desconhece, pois está tão cego que nem vê o que está na frente dos seus olhos é um sugador. Drummond dizia que "tinha apenas duas mãos e o sentimento do mundo" Cecília que "não tinha estas mãos sem força frias e mortas" e Pessoa disse antes de morrer que "não sei o que o amanhã trará". Eu costumava acreditar que não era dona do destino, mas descobri que sou dona das minhas escolhas e as escolhas de amanhã ainda vou fazer.
sexta-feira, 25 de maio de 2018
Mas você mudou tanto né? | Escritos
Gif: Tumblr
Leia ouvindo - Deixa ela - Cynthia Luz feat Froid
Nossa, mas você mudou tanto né?
Ainda bem que eu mudei. Tenho ouvido essa frase com mais frequência do que gostaria e pela primeira vez isso não tem me deixado triste. Nunca fui fã de mudanças adoro minha zona de conforto e se pudesse vivia apenas nela. Porém nos últimos anos muita bagunça aconteceu na minha vida, se alguém falasse para a Andresa de quinze anos que escrevia sobre amor nos cadernos da escola a mulher que ela estava prestes a se tornar não teria tanto impacto como tem agora.
Sei que você odeia spoiler das suas séries, mas da sua vida ia estragar tudo! Senta e vai com calma. Meio mundo vai te fazer duvidar das coisas que acreditava serem tão certas e isso só vai te deixar mais forte mudanças vem pro bem não pro estrago.
Talvez você esteja fada a acreditar que precisa de coisas que nunca precisou, mas a linha entre o ter e o ser, é tênue. Dizer não para as coisas que acredita serem erradas, se libertar dos velhos pensamentos, paradigmas e até de amizades vai te deixar melhor. Você não é uma super heroína e eles estão tão melhores sem você quando tu estás sem eles, ou não, nunca vai saber de fato, pois isso não faz mais parte de quem está prestes a se tornar.
Deixar isso tudo no caminho é doloroso, ninguém disse que seria fácil né? Algumas perguntas importantes são respondidas o tempo todo, mas observe os pequenos detalhes se conheça mais, respeite seus limites e lembre-se que você não é seus erros. Eles só fazem parte de quem você foi um dia.
domingo, 4 de fevereiro de 2018
Uma história de amor digna de sessão da tarde | Escritos
Seu abraço tinha cheiro de casa, esperança e saudades. Meu escritor favorito disse uma vez que lar é onde mora o coração. É possível que o meu seja você? Suas lembranças bagunçaram minha semana conturbada e nebulosa assim como o final da nossa história. Passo os dedos entre seu rosto e quase não lembrei que cicatriz na sobrancelha e do lábio rachado, pois você sempre esquece de beber água.
A familiaridade me deixa assustada. De tanto pedi a mim mesma para esquecer os detalhes eles se tornaram fixos na minha mente e volto a recordar desses momentos sempre quando escuto nossas músicas. A playlist apaixonante do que era para ser uma paixão, mas se tornou uma história de amor digna de sessão da tarde que os espectadores ficam decepcionados porquê a gente se separa no final.
Observo seus olhos sob a luz do sol outra vez, o dourado cortante que brilha mais que seu sorriso. Mesmo com a sintonia de sempre, não consigo mais saber o que eles dizem através da profundidade que ainda restou parece que um abismo cresceu e a nossa conexão com os olhos foi desfeita ou a gente só não sabe como se reconectar e começar tudo de novo?
Acho que finalmente compreendemos que corremos assustados em direções opostas me lembro de tudo muito bem.
Não dá pra jogar tudo fora o enredo continua fresco na nossa mente. Nem dá pra apagar essa vida e começar tudo agora ao reescrever a nossa história. Precisamos devolver esse livro a estante e escrever outro, dessa vez com uma roteirista diferente, protagonistas novos, naquela esquina do cinema com o café e começar tudo novo.
quinta-feira, 11 de janeiro de 2018
2018: Planos, Expectativas & Renovação
2018 começou com uma ladeira e novidades e cada vez que a subo descubro um pouco mais do que esse ano tem para me surpreender. Mudanças sempre deixam minha rotina desnorteada e ainda não consegui me reorganizar cem por cento este ano. Muita coisa mudou desde o final de 2017 até aqui e sinto que o relógio tem girado seus ponteiros mais rápido e os dias estão se passando muito depressa.
Fazem quase duas semanas que o ano começou e já me sinto preparada para pôr em prática todos os projetos que planejei no final o ano passado. Porém todos tem seu devido tempo e estão altamente programados para isso, muita coisa boa vem por aí e espero que todos estejam preparados e curtam esse novo ano repleto de realizações comigo. No ano passado aconteceram coisas surreais que salvaram meu final de ano como por exemplo: termos chegado a UM MILHÃO DE VISUALIZAÇÕES por página aqui. Quando comecei a escrever nesse site, não tinha pretensão de ganhar melhores amigos, nem de conhecer tantos autores e pessoas incríveis que me ensinam coisas novas todos os dias. Apesar de amar a literatura gostava de ler no conforto do meu quarto e não sair da minha zona de conforto, porém quando sai um novo mundo se abriu e percorri todo esse caminho até aqui e me tornei uma pessoa melhor, mas provavelmente o que mais me deixou feliz nisso tudo foi conseguir ser eu mesma, quem eu mais queria ser e não tinha me dado conta disso.
É bem louco pensar nisso e até escrever sobre isso. Se eu pudesse conversar com a garotinha de
Que 2018 seja um ano de bons frutos e realizações para todos vocês leitores! Obrigada pelas directs inesperadas no instagram elas sempre salvam o dia e mostram que estou no caminho certo. Feliz 2018 <3
quinta-feira, 12 de outubro de 2017
Notas do meu celular em 2016 | Escritos
Leia ouvindo: La vie en rose - Cristin Milioti
Algumas lembranças ficam conosco pra sempre. Como agora estou num ônibus indo pra casa da minha melhor amiga e começou a tocar a música da sua série favorita no spotify. Me peguei sorrindo. Talvez não devesse, talvez isso possa até soar de forma errônea quando for lido, mas já não é mais a mesma coisa sabe? Antes a saudade era porque ainda queria você comigo.
Hoje, é de algo que foi muito bom, porém durou pouco e não teve o final necessário. O enredo tomou outro rumo e confundiu o leitor da nossa história. Uma pena não é? Os espectadores ainda andam confusos e clamando uma volta, mas algumas coisas nunca mudam. E a vida quando nos afastou me fez aprender a ser sincera comigo mesma e entender que não estava preparada pra sentir aquilo por você. Talvez no futuro.
Mas não agora A gente precisava se separar, talvez por apenas um meses ou anos. Só por agora ou para sempre.
Creio que seja para sempre Nós conhecemos no momento certo e as feridas ainda ardem para nós nos detalhes da vida que a gente tenta ignorar. E nos dias tristes em que me pego em como teria sido se tivesse o insistido um pouco mais em nós
quinta-feira, 7 de setembro de 2017
Resiliência | Escritos
foto: tumblr
Leia ouvindo: Rise - Katy Perry.
Me preparei psicologicamente por precisamente três semanas para escrever esse texto. Coloquei as melhores músicas que fazem parte do minha atual conjuntura para fluir como frases de autoajuda e inspiração. E então saiu, estou aqui.
E quero começar dizendo que manter sua saúde mental estável, é o melhor presente que você dar a si mesmo. Permita sempre tentar usar sua fragilidade sentimental para o melhor. O melhor em si, você só vai descobrir ao passar por uma situação delicada, infelizmente. É o famoso "apanhando para aprender".
A inspiração para esse texto, no meu caso. Tem nome, sobrenome e um
sorriso que me destrói todos os dias. A partir do momento em que eu acreditei que dependesse dele pra minha vida. E acreditei que se entregar com toda intensidade do mundo era a solução para tudo. Então, eu, idealizava que a aquela pessoa séria a que mais fosse passar momentos incríveis ao longo da minha vida. Sim, a gente costuma acreditar bastante no "pra sempre". Parece mentira né? Mas a gente não consegue deixar isso apenas nos contos de fadas.
Então, sabe aquele sorriso lindo que citei acima? Pois é. Ele agora sorri pra outra pessoa. Agora é o motivo de outra pessoa também sorrir. Ele não é mais meu ou talvez nunca tenha sido, mas com minha mania de acreditar que as pessoas pertencem a alguém acabo levando uma rasteira da famigerada vida mais uma vez.
O que ganho com tudo isso? Maturidade suficiente para entender que as coisas mudam de lugar sem a gente nem perceber.
Basta um dia nascer, uma noite surgir e aquele dia nunca mais vai se repetir. Com a vida acontece a mesma coisa, a diferença é que quem escolhe se vamos viver como se fossem todos os dias o mesmo, somos nós. Eu por exemplo, achava que a dor da ausência de alguém nunca fosse passar. E me martirizei por erros que talvez não fosse tão erros assim. Super concordo em se permitir a sentir tudo, seja a dor ou o amor. Sinta, não finja nada por ninguém e nem pra alguém. Apenas sinta.
Agora, acreditar que vivenciar por muito tempo essa dor como se a vida tivesse parado ali, naquele instante.
É tortura!
É cilada! Você é bem mais que isso!
Se eu recebo dor, devolvo amor.
Isso nos torna mais forte e acreditar que a vida só tem a nos fazer crescer por nós mesmos, depende de você. Então comece de hoje, comece de agora. E seja você sempre, com dor ou sem dor. Não estacione o que você tem de melhor por nada muito menos por alguém.
Tudo acontece por uma razão.
segunda-feira, 17 de julho de 2017
Vestígios de você no meu sofá | Escritos
Foto: custodial
Leia ouvindo: Se ela voltar - Silva
Ela tinha um coração quebrado e cheio de traumas, mas ainda sim mergulhou de cabeça naquela amor que tinha tudo para dar errado e deu. Da mesma forma que chegou triste e desnorteada, partiu. Porém dessa vez por minha culpa, nunca soube expressar bem o que sentia e ela cansou de sentir por dois, arrumou suas coisas e se foi.
Para longe de mim, do meu cachorro, meus lençóis e meu banheiro que ficava com o cheiro doce dela todas a manhãs e a noite com seus hidratantes de morango. Sinto falta do cheiro do seu creme de cabelo no meu travesseiro dos cabelos bagunçado todas as manhãs. Ah e dos abraços de urso que me dava quando sabia que estava triste. Grudava em mim como um imã e dizia que em um relacionamento as pessoas compartilhavam tudo e que talvez não estivesse pronto pra falar da minha dor, mas que ainda estaria ali na manhã seguinte e todos os dias dos quais precisasse dela.
A certeza que a amava nunca foi tão forte quanto naquele dia. Entretanto fechei-me pela dor e não consegui dizer o que sentia. Os meses a seguir foram repletos de brigas, noites dormidas no sofá e muita dor nas costas.
Até que um dia acordei e olhei para cama. Ela não estava mais lá, olhei no banheiro e nenhuma das suas maquiagens e cremes estavam espalhados o guarda-roupa estava organizado e vazio. Seu all star não estava no tapete da sala com a meias calça de costume. Então, soube que você tinha ido, a dor daquela partida me consome até hoje. Apesar de ter tentando seguir em frente com alguém seus vestígios ainda não foram embora.
Me pego olhando pro sofá e vendo você com sua pantufa de unicórnio e panela de brigadeiro reclamando de cólica. Chorando da sua interminável lista de comédias românticas no meu sofá, no nosso sofá. Você foi embora e esqueceu de me avisar ou pior de me levar.
domingo, 18 de junho de 2017
Páginas de um antigo livro | Escritos
Foto: birdasaurus
Queria ser um emaranhado de respostas ao invés de perguntas, pois todas as vezes que fui coração por alguém, no final feri o meu. Não é certo dar início a uma jornada pela qual não sei se sou capaz de continuar até o final.
Finais são difíceis, mas dentro de determinadas circunstâncias são necessários. Querer que um sentimento exista, não é o bastante para que ele possa se manter. A base dos sentimentos é a reciprocidade e onde não há um sentimento recíproco, não existe amor, mas sim insistência.
Os sentimentos afloram no seu tempo, mas não porquê alguém quer senti-los. Para os apressados o amor não chega até que encontre seu equilíbrio e tempo. Para os pacientes chega no tempo certo. E para os descrentes, pode estar em baixo do seu nariz. No meu caso estava naquele livro que guardarei com tudo que lembrava nós no passado.
Já foi doloroso reler essas páginas, hoje não é. Por mais que o dia esteja nublado meu café tenha esfriado enquanto escrevo esse texto e pilha de livros que organizei tenha acabado despencar ao meu lado. Meu coração continua calmo. Sem saltos, cambalhotas no estômago e nem o famoso frio na barriga. O amor se foi e nem ficou saudade. Só a nostalgia de nos encontramos um dia.
quarta-feira, 8 de março de 2017
Mulheres na literatura | Escritos
No final do século XIX, início do século XX, mulheres foram queimadas numa fábrica por reivindicarem melhores condições de trabalho. Elas trabalhavam 16 horas e recebiam metade do que os homens que trabalhavam no mesmo local e tinham carga horária de 8 horas. Após protestos por melhores condições de trabalho as mesmas foram queimadas nesta fábrica nos Estados Unidos. O dia mulher tem como objetivo de reflexão e não uma data comercial. Várias mulheres tiverem que morrer dentro daquela fábrica que nós pudéssemos votar, estudar, trabalhar fora de casa.
Nesse dia da mulher escolhi uma representante que mesmo com o contexto da época em que estava inserida, pensou fora da caixinha, saiu da visão patriarcalista e machista em que somos inseridos e educados.
Foto: Cheirando Livros.
Virginia Woolf com seu livro Um teto todo seu, questiona sobre impedimento da mulher na literatura de escrever o que quer fosse da forma desejada. Como exercer uma literatura de fato, se nem as coisas básicas necessárias lhes era negado? Não podiam possuir uma renda própria que não fosse de sua família ou marido. Não apenas a questão material, mas a liberdade de pensamento que elas não tinham naquela época (século xx). Mulheres eram criadas para pensar de uma forma e não poderiam sequer questionar. Uma abordagem direta e crítica aos costumes e ensinamentos da época.
"Quanta genialidade, quanta integridade devem ter sido necessárias diante de toda aquela crítica, em meio aquela sociedade puramente patriarcal, para se apegarem às coisas como as enxergavam sem se encolher. Somente Jane Austen e Emily Bronte fizeram isso. É outra pérola refinada, talvez a mais refinadas, em suas tiaras."
"Suponham, por exemplo, que os homens fossem retratados somente como os amantes das mulheres, e nunca fossem amigos de homens, ou soldados, pensadores, sonhadores; poucos personagens das peças de Shakespeare poderiam ser a eles atribuídos, como a literatura sofreria!"
Trechos do livro Um teto todo seu.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017
Amor em 4 patas | Escritos
No último dia 13, fez um ano que adotei o Malfoy (sim, pus seu nome de Draco) queria algo que estivesse dentro do universo de Harry Potter que basicamente já faz parte de mim. Essa linda coisinha de quatro patinhas me ensinou mais sobre amor do que as pessoas que já passaram pela minha vida. Que ás vezes ele vai comer meu sapato e só vou saber rir ou estragar minha apostila de inglês, fazer xixi na minha blusa favorita e destruir o sapato novo da minha mãe antes de ela ter usado por uma semana.
Aprendi com esse amiguinho que amor é muito mais que tolerância é compreensão. Nos dias de chuva quando a gente não pode passear ele fica triste e tento dar todo carinho do mundo ou quando estou com cólica e nem consigo andar, mas me arrasto até o chão do terraço para deixar-ló deitar no meu colo e fazer carinho até ele pegar no sono. Me ouvir cantar Anavitória, Djavan e Caetano.
Ter um cachorro é como ter um filho e por muitos meses me perguntei se tinha feito a coisa certa em adotar um. Ás vezes não me acho capaz nem de cuidar de mim mesma, mas adota-ló me fez perceber que, sei sim, cuidar de mim e todos a minha volta. Quando ele fica doente choro se o remédio não ajuda, fico ao seu lado como minha mãe ficava do meu quando tinha as famosas crises de asma e ia parar o hospital.
É dar amor para alguém que compreende em segundos se estou triste. Que me deixou noites sem dormir quando ainda era filhote não tinha se adaptado ao novo lar. Que corria pro quarto dos meus pais para filar o ar condicionado, pois é calorento demais. Que ficar triste quando toma banho, mas fica imensamente feliz quando termina de tomar. Alguém que se bobear vai dar um pulo e roubar seu pacote de biscoito favorito e ter dor de barriga no dia seguinte.Todas as definições de amor e felicidade em quatro patas.
Amo você Malfoy, minhas manhãs jamais seriam as mesmas sem você pra lamber meu rosto.
Aprendi com esse amiguinho que amor é muito mais que tolerância é compreensão. Nos dias de chuva quando a gente não pode passear ele fica triste e tento dar todo carinho do mundo ou quando estou com cólica e nem consigo andar, mas me arrasto até o chão do terraço para deixar-ló deitar no meu colo e fazer carinho até ele pegar no sono. Me ouvir cantar Anavitória, Djavan e Caetano.
Ter um cachorro é como ter um filho e por muitos meses me perguntei se tinha feito a coisa certa em adotar um. Ás vezes não me acho capaz nem de cuidar de mim mesma, mas adota-ló me fez perceber que, sei sim, cuidar de mim e todos a minha volta. Quando ele fica doente choro se o remédio não ajuda, fico ao seu lado como minha mãe ficava do meu quando tinha as famosas crises de asma e ia parar o hospital.
É dar amor para alguém que compreende em segundos se estou triste. Que me deixou noites sem dormir quando ainda era filhote não tinha se adaptado ao novo lar. Que corria pro quarto dos meus pais para filar o ar condicionado, pois é calorento demais. Que ficar triste quando toma banho, mas fica imensamente feliz quando termina de tomar. Alguém que se bobear vai dar um pulo e roubar seu pacote de biscoito favorito e ter dor de barriga no dia seguinte.Todas as definições de amor e felicidade em quatro patas.
Amo você Malfoy, minhas manhãs jamais seriam as mesmas sem você pra lamber meu rosto.
terça-feira, 6 de dezembro de 2016
Faça-me um favor | Escritos
Gostaria que que guardasse o seu amor pra você e engolisse todo esse seu egocentrismo exacerbado uma vez e fosse o cara por quem um dia me apaixonei, mas não da pra ter tudo na vida não é? Esse cara só existiu na minha cabeça, todas as vezes que ficava me perguntando porque você foi embora, vinha alguém me dava uma notícia sua e só ficava ainda mais feliz e aliviada por ter te deixado partir sem hesitar.
A pessoa vazia e hostil que você se mostrou, só piorava a cada dia que passava. E isso me sufocava ainda mais, te via errando e queria ajudar, mas toda vez que pensava em falar, tu vinha e me provava que era pra te esquecer sem pestanejar. Hoje é fácil perceber que ter partido e me deixado de coração partido foi bem melhor pra mim, gostei de outras pessoa até cheguei apensar que era amor de verdade sabe? Aquele que a gente vê nos filmes e que eu escrevo nos livros que tem no meu computador, nos contos de natal que escrevi e naquele caderno que dizia ser bobo, mas sempre soube mais de mim do que você.
Espero que esteja bem e que tem deixado de ser tão idiota também, parado de sabotar seus relacionamentos, sofrer por que não te queria e finalmente ter encontrado um rumo pra essa sua vida. Mesmo sabendo que não, continuo com um pingo de esperança no coração, porém não que pra volte pra mim.
Com certeza não te quero de volta, mas é difícil afastar dos olhos quem uma dia já transbordou o coração, então faça-me um favor, vê se cuida disso que tu chama de coração.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
Escritos: Última página do caderno.
Leia ouvindo: Passarinhos - Emicida ft. Vanessa da Mata.
Pode até ser que isso aconteça na faculdade, mas não vai ser a mesma coisa que escrever um texto novo no meio da aula de química e escutar a professora chamar minha atenção.
O ensino médio passa rápido e quando a gente vê, já tem milhões de pessoas querendo optar na sua futura profissão os exames de vestibulares são amanhã e você tem que decidir o seu futuro em dois dias.
Eu sei, você provavelmente está na faixa dos 15 a 17 anos deve achar ridícula a ideia de decidir o seu futuro tão rápido. Ei também acho, mas quando somos pequenos sempre queremos ser adultos achando que as coisas mudam. Esse é o preço que a gente paga por pedir para crescer, responsabilidade.
Ser adulto é uma tarefa difícil, se alguém tivesse me falar isso antes (provavelmente falaram, porém não levei a sério) teria aproveitado mais e pedido menos para crescer. Como nos filmes e livros do Peter Pan, agora eu realmente queria ter conhecido a terra do nunca e ter ficado por lá. Mas como isso não é possível, me atenho a ter novas responsabilidades e me tornar uma adulta responsável, porém com alma de criança e sempre lembrando que pensamentos felizes fazem a gente voar!
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Andresa Costa
23 anos, booktuber & Estudante de Jornalismo. Sonha em conhecer vários lugares do mundo, mas também gosta da ideia de conhecer o Brasil primeiro. E acredita que se você não gosta de ler é porque ainda não encontrou o livro certo.




















